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14/04/2009

Peruzzo, a nova vinĂ­cola brasileira.

Na região da Campanha, nasce a primeira produção da caçula das vinícolas gaúchas

Situada no Paralelo 31 Sul, entre os municípios de Bagé e Santana do Livramento (região oeste do Rio Grande do Sul), a Campanha gaúcha tem se mostrado como uma das regiões mais promissoras do Brasil na produção de vinhos. Com investimentos expressivos, na ordem de 2 milhões de reais, a família Peruzzo, conhecida pelas redes de supermercado e pelos postos de gasolina, entra agora no setor com a aquisição de vinhedos, barricas de carvalho francês, prensa pneumática e tanques de inox. A microrregião onde fica a Vinícola Peruzzo, porém, difere bastante das encontradas na Serra Gaúcha. Lá, há uma grande amplitude térmica (quente de dia, frio à noite), solo arenoso e topografia levemente ondulada, características que garantem uma boa drenagem às parreiras, concebidas no sistema de condução de espaldeiras.
À frente da lida diária, está Éder Peruzzo, formado em agronomia e com especialização em enologia pela Universidade Le Quatourze, de Narbonne, na França. “O grande diferencial daqui são os invernos frios e rigorosos, que favorecem a dormência das videiras, e os verões quentes e secos, que ajudam na maturação”, enfatiza Éder. O projeto, batizado de Vinhas & Vinhos, teve seu início no ano de 2002, com a implantação dos vinhedos em 16 hectares da propriedade da família. Desde o começo, a vinícola conta com a consultoria do enólogo argentino e também produtor Adolfo Lona. “O projeto é limitar a produção em 100.000 litros anuais, buscando não volume, mas, sim, qualidade”, diz Lona.
Os resultados já começaram a aparecer. Somando as duas primeiras safras (2007/2008), foram produzidos cerca de 70.000 litros da bebida, divididos entre tintos, brancos e espumantes, mas foi somente no ano passado, que tanto os Peruzzo quanto Lona concordaram que os vinhos estavam em condição de comercialização. Foi, então, que, finalmente, lançaram os varietais Cabernet Sauvignon, com passagem de quatro meses em barricas de carvalho e 13,6% de álcool; e Chardonnay, com 12% de teor alcoólico, produzido com uvas de um vinhedo com cinco anos, o que garante a cor dourado-pálido, aromas frutados intensos e persistentes, sabor fresco e agradável de frutas verdes.
Com a assinatura de Lona, não poderiam faltar os espumantes – sua marca registrada. São três os produzidos: todos feitos pelo método champenoise. Merece destaque o extrabrut, com ausência total de açúcar e feito com 90% de uvas Chardonnay e 10% de Merlot Blanc de Noir. Já a versão brut leva 90% de Chardonnay Blanc de Blanc e 10% de Merlot Blanc de Noir; o demi-sec, de paladar mais adocicado, contém 20 gramas de açúcar por litro. Para que fiquem prontas, as garrafas de espumante são mantidas em uma cave no subsolo da cantina, a temperaturas constantes e próximas dos 16 a 18 graus, durante o ciclo de um ano. Embora seja a primeira experiência comercial dos Peruzzo no mundo do vinho, a família acertou na escolha do terroir, de bons profissionais, equipamentos e manejos. Eles têm tudo para elevar a qualidade de seus produtos de ano para ano.

por horst kissmann
fotos Ricardo Rollo

Fonte: Prazeres da Mesa

Do Forte - Cabernet Sauvignon - caixa com 4 unidades

R$ 128,00

Chardonnay - caixa com 6 unidades

R$ 162,00

Vinícola Peruzzo Ltda
Forte Santa Tecla s/nº
1º Distrito Bagé-RS


matita perê